sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Vivendo e aprendendo...

Demorou mas eu finalmente entendi ... Quando entramos na vida de alguém mesmo sem querer, existe sim um proposito. Talvez demore um pouco, mas um dia você enxerga. Eu sofri, chorei, doeu, mas eu lutei, eu cumpri o meu papel, aquela era minha batalha e eu lutei até o ultimo instante. E, enfim te ensinei a viver. Não muito, mas ensinei o básico. Entrei na sua vida pra te ensinar a ler nas entrelinhas, a enxergar aquilo que está coberto de maquiagem barata. A valorizar aquilo que não tem preço. E você aprendeu. Difícil saber que depois de tudo, te vejo indo mostrar a outros o seu aprendizado. E eu ? como eu fico ? eu que tanto sofri pra te ensinar ... Fico bem, porque o sofrimento também é um aprendizado. É a lei da vida, meu amor. A gente aprende hoje, ensina amanhã. Ou a gente aprende ensinando. Nada é por acaso, nada é em vão. Até a brisa que sopra tem o seu destino certo, mesmo que no caminho esbarre no destino de muitos outros.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Estado Civíl: Solteira

Não vou negar que já tive muito medo de morrer sozinha e, por isso, suportei continuar em algumas relações que já não me serviam mais. Sabe quando a gente fecha o olho e finge que tá tudo bem só porquê disseram que não dá pra ser feliz sozinho? O que eu demorei pra perceber é que eu também tava infeliz daquele jeito e não adiantava nada trocar seis por meia dúzia só pra ter alguém pra levar nos almoços de domingo.

A gente pode ser feliz sem ter ninguém, mas as vezes demora um bocado de tempo pra conseguirmos descobrir isso. Eu perdi a conta de quantas vezes me enganei com outra pessoa pra não ter o meu status de relacionamento vazio. Saltei de namoro em namoro e só depois de um bom tempo a minha ficha caiu e eu notei o quanto aquilo era patético. Eu tava suportando uma porrada de coisas só pra ter alguém, só pra não ficar sozinha e aquilo não fazia sentido, então eu resolvi ser a minha companhia.

Ficar solteiro — e permanecer solteiro — requer coragem. E assusta, mas ó: no fundo não é nada demais. É como saltar de paraquedas, no começo você fica um pouco apavorado e quer sair correndo enquanto dá tempo de se agarrar em algo que garanta a sua segurança, mas depois que você tira os pés do chão e ganha um pouco de altitude se dá conta de que o voo é muito mais bonito do que apavorante. A queda faz com que nos sintamos vivos, estar solteiro também. Algumas experiências valem a pena só pelo frio na barriga.

A gente não consegue enxergar, porque não somos ensinados a isso, mas essa ideia de que a nossa felicidade depende do outro só nos afasta do fato de que nós devemos nos fazer felizes. A gente não precisa — nem podemos precisar — de mais ninguém, porque amor não deve ser necessidade, mas, sim, vontade. Ficar solteiro é a chance de nos completarmos antes de somar com alguém, de aprendermos e evoluirmos sozinhos pra não criarmos dependência de outra pessoa. Ser solteiro é ser autossuficiente e não tem nada de errado nisso.

Estar solteiro é mais do que um status civil, é um estado de espirito. Ser solteiro não tem a ver com solidão, nem com desamor. Não é uma condição, mas uma opção, é uma escolha, e não a falta dela como dizem ser. Fui eu quem decidi ficar assim. Tirei um tempo dessas histórias de amor pra poder viver esse romance em que sou a única personagem. Depois de um tempo a gente descobre que a solteirice é só uma oportunidade para embarcarmos em um relacionamento com nós mesmos.

Quando a gente se permiti viver este momento e não apenas sobrevivê-lo atingimos uma alçada superior nos relacionamentos. Eu cheguei em uma etapa da vida em que precisava viver a minha solteirice, e em algum momento você também terá de viver a sua. Todo mundo tem, porque é um estágio necessário pro amadurecimento. Só se aprende a ser inteira depois de ser sozinha, antes disso somos só metades procurando desesperadamente por alguém que nos complete. Estar solteiro é se dar conta de que quem faz isso é você mesmo.

Bruna Freitas

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Que percam-se



Eu penso que ser sincera é uma coisa tão natural, tão mais fácil, que acho que todo mundo sempre fala a verdade pra mim também. E esqueço o quanto as pessoas sentem prazer em complicar tudo. É a minha mania mais perigosa de todas, confiar. Confio mesmo, até você me provar que não vale a pena, não vale o risco. Aí eu nunca mais vou ser a mesma. Viro, na melhor das hipóteses, sua colega bem distante e não é por mal, é meu reflexo. Pra completar, minha outra mania chata é perdoar. Não guardo mágoa de ninguém, não porque não quero, só não consigo. Juro que não quero ver a pessoa nem pintada de ouro, até ela vir com o rabo entre as pernas e pedir desculpas, simples assim. E mesmo que muitas pessoas que passaram pela minha vida tenham traído a minha confiança, não acho justo punir quem tá chegando, pelo crime de quem já foi. Nessa, quase sempre quem paga a pena sou eu, mas eu durmo bem de noite e é isso que importa. Ás vezes eu fico aqui querendo perguntar pras pessoas "E aí, de tudo que você já me disse, o que era verdade? Só pra saber...". Mas não ia fazer diferença, então deixo as verdades e mentiras assim mesmo, misturadas, eles com suas coleções de máscaras e eu sempre tão exposta. Mas quer saber minha recompensa? Quem gosta de mim, quem tá do meu lado, tá por mim do jeito que eu sou, sem enganação. Amam a mim e não uma personagem. E, no fim das contas, ser enganada fica muito pequeno, porque os maiores enganados são eles mesmos e é uma pena. No meio de tantas máscaras, uma hora o rosto real se perde e tanta coisa se perde junto. Não sei se pode-se atribuir a mim a faixa de ingênua nessa história toda, como sempre é atribuído. Mas eu aceito e lamento. Que percam-se.


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

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"Eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais. Mas aí, daqui uns dias… Você vai me ligar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo."
        - Tati Bernardi.

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"Não sei se ainda te amo ou se só me perdi na saudade que sinto. Na dúvida fico em silêncio, não quero continuar nos machucando. Hoje, ao escutar algumas músicas que me traduzem, fico no meu canto ensaiando novas maneiras do meu coração olhar o mundo, começar tudo de novo, por mais lindo que seja, hoje, dói tanto. Então, que ao fim de tudo isso, você me leve um pouco com você, mas deixe o meu coração aqui comigo."
        - Frederico Elboni .

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"Era o seu mau humor que eu queria suportar. Sempre. Eu suportaria suas crises. Sempre. Porque quem ama suporta. E quem ama nunca desiste. Por isso eu nunca vou desistir de você."

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Só tem mulher quem pode




Mulher não desiste,se cansa. A gente tem essa coisa de ir até o fim, esgotar todas as possibilidades, pagar pra ver. A gente paga mesmo. Paga caro, com juros e até parcelado. Mas não tem preço sair de cabeça erguida, sem culpa, sem 'E se' ! A gente completa o percurso e ás vezes fica até andando em círculos, mas quando a gente muda de caminho, meu amigo, é fim de jogo pra você. Enquanto a gente enche o saco com ciúmes e saudade, para de reclamar e agradece a Deus! Porque no dia que a gente aceitar tranquilamente te dividir com o mundo, a gente não ficou mais compreensiva, a gente parou de se importar, já era. Quem ama, cuida! E a gente cuida até demais, mas dar sem receber é caridade, não carinho! E estamos numa relação, não numa sessão espírita, e prende. A gente entende e respeita seu jeito, desde que você supra pelo menos o mínimo das nossas necessidades, principalmente emocionais, porque carne tem em qualquer esquina. Vocês nem sempre sabem, mas além de peito e bunda, a gente tem sentimentos, quase sempre a flor da pele. Somos damas, somos dramas, acostumem-se. Mulher não é boneca inflável, só tem quem pode! Levar muitos corpos pra cama é fácil, quero ver aguentar o tranco de conquistar corpo e alma, até o final. 

Quase amor

Queria falar sobre o amor com a propriedade de quem nunca teve. Amor no sentido de romance, esquecendo a parte fraternal e amizades, claro. Carrego na mala alguns projetos de relacionamentos, uns quase namorados, meios carinhos e fins inteiros, sem nem ter havido começos. Mala pesada, que vira e mexe prejudica minha coluna, mas poderia ser pior. Sou viciada em atropelar as coisas e sair jogando vírgulas pra tudo que é canto, vivo com a impressão de que meus começos já são os meios e talvez nem seja impressão. Sou mal acostumada a ser sincera e isso nunca me permitiu jogar, trocar de papel conforme a trama mudasse a direção. E quem não joga em tabuleiro, tende a virar peão.Meu primeiro quase amor foi a minha paixão louca e platônica, tradicional, não? Três anos e uma novela mexicana. Algumas declarações infantis, menino paciente, nunca tivemos nem amizade e acredito que nesse ponto da vida se iniciou meu costume em sofrer. Como se fosse uma zona de conforto anti-amor, enquanto eu esperava desesperadamente que o amor invadisse, porque na realidade todo o conforto sempre foi só fachada.Estendi minha sina até poder transferir todo o peso de querer e não saber amar pra um novo corpo, meu segundo quase amor. Esse, na verdade, passou longe de qualquer sentimento, mas foi meu primeiro namorado. Só status, só porque era legal, terminei um mês depois e nesse ponto começou minha rota de fuga oficial: Me ama? Adeus, não sei lidar com isso, desculpa. Anos e anos vomitando liberdade até aparecer meu terceiro quase amor. Falava tudo que eu precisava ouvir, me fazia companhia e carinho, bem cômodo até ele querer um maldito tempo. Depois de dois meses, do nada, como quem pede o açúcar na mesa do café. Senti pela primeira vez o gosto amargo de um fim antes do final, abortei pela primeira vez um relacionamento, sem saber que isso ainda seria normal pra mim. Senti fundo tudo isso por estar amando a ideia de namorar, não ele, nunca ele. Mas dei todo o tempo do mundo, porque relógio eu nunca fui. Curti pouco tempo a sensação de sangue escorrendo sem parar, até o início do quarto quase amor. Dois anos, algumas horas de felicidade extrema, milhões de litros de lágrimas, muita imaturidade, eu virando boneca numa prateleira cheia de desculpas e egoísmo. Só que hoje em dia boneca anda, então fui embora, odeio lugar apertado. O fim mais difícil e adiado da minha vida, mas de parto normal. Me doeu pouco porque eu já estava no quinto, isso mesmo, no quinto e último quase amor. Eu completamente metódica, cheia de listas, horários, conceitos e preconceitos. Ele completamente do avesso, me virando de ponta cabeça e me deixando o que eu nunca fui na vida: leve. A pessoa mais louca e sensata que eu já conheci na vida. Quatro meses que me valeram uma vida, meu segundo aborto de amor. Minha rota de fuga usada contra mim, justo na vez que eu daria tudo pra ficar, mesmo não sabendo. Senti direto na pele, pela primeira vez sem armadura. Respeitei. Queria falar sobre dedo na ferida, vodka com gelo e saudade, travesseiro molhado. Queria dizer que tô acostumada demais a sofrer e, talvez por isso, reconheço e acolho as dores de todas as minhas tentativas de amor e me assusto com coisas que só fazem bem, sem nem arranhar. Não sei quase nada do amor. Nada além de romances literários, filmes de comédia romântica, desabafo de amigas e umas poucas tentativas extremamente mal sucedidas. Conheço e admiro de nome, mas queria compartilhar minha única certeza: amor mesmo não dói.— Marcella Fernanda

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Sem choro

Não adianta tentar me substituir, não adianta, porque quando você deitar a cabeça no travesseiro é em mim que você vai pensar, quando você estiver tendo um dia péssimo é de mim que vai lembrar, de como eu era palhaça e fazia de tudo pra ver seu sorriso no rosto,  não adianta tentar me esquecer, sei que escuta minha voz do nada, sussurrando um "eu te amo" ou o último trocado entre nós, não adianta tentar colocar outra em meu lugar pois eu sei que seu coração vai apertar quando nossa música tocar no rádio ou na play do seu maldito celular, você pode apagar tudo que lembre de nós dois, nossas fotos, nossas conversas, nossas declarações trocadas até mesmo nossas brigas, mas do seu coração, sinto muito mas essas meninas ai não vão apagar, enfim, te desejo muita sorte ai sem mim!

Meu amor...

Podem existir mil obstáculos, mas nada fará com que meu amor por ti morra. Atravessarei até os maiores mares, mas não existirá água suficiente que afogue o amor que sinto por você.
Subirei até a montanha mais alta do mundo, só para te ver, e de lá gritarei seu nome para ver se me ouve, e se me ouvir, direi uma só frase: Eu te amo.
E quando o vento passar, levará consigo o que eu disse, e quando ele soprar em seu ouvido, escutarás junto ao vento: Eu te amo.
E toda vez que o vento soprar em seu ouvido, não será só o vento, mas eu dizendo que te amo.